Vigorexia, já ouviu esse termo?

Nesse texto vamos abordar o que significa a vigorexia, como identificar os sinais e o que fazer nesses casos.

PSICOTERAPIA

Paulo Gomes

1/30/20264 min read

O que é Vigorexia?

Vigorexia é o nome popularmente dado ao transtorno dismórfico corporal (TDC) com especificação de dismorfia muscular, que, segundo o DSM-5, ocorre quase exclusivamente no sexo masculino e consiste na preocupação com a ideia de que o próprio corpo é muito pequeno ou insuficientemente magro ou musculoso. Os indivíduos com essa forma de transtorno, na verdade, têm uma aparência corporal normal ou são ainda mais musculosos. Eles também podem ser preocupados com outras áreas do corpo, como a pele ou o cabelo. A maioria (mas não todos) faz dieta, exercícios e/ou levanta pesos excessivamente, às vezes causando danos ao corpo. Alguns usam esteroides anabolizantes perigosos e outras substâncias para tentar deixar seu corpo maior e mais musculoso.

É um problema psicológico que faz com que os pacientes enxerguem uma distorção da imagem que têm, fazendo com que elas fiquem diversas horas na academia ou praticando exercícios para chegar ao corpo que eles consideram ideal, tal comportamento se torna uma obsessão pelo corpo perfeito. Este tipo de transtorno pode ser semelhante à anorexia, sendo conhecido por alguns como anorexia nervosa reversa, porque seus portadores contam com imagens distorcidas daquelas que veem no espelho.

Quais são os sintomas da vigorexia?

Pode-se categorizar em dois principais grupos:

1. Obsessão com aparência e estética tendo uma insistente insatisfação.

2. Sintomas devido ao treinamento excessivo e uso de substâncias como anabolizantes.

Os sintomas da Vigorexia no início são psicológicos. O paciente não se sente confortável em seu próprio corpo e passa a não se reconhecer em frente ao espelho, buscando sempre os exercícios físicos como forma de encontrar o corpo ideal. Conforme o tempo passa, o paciente adota uma rotina exaustiva de treinos, preocupação demasiada com a alimentação em que todas as refeições têm que ser pesadas e nos horários exatos. Quando não consegue ou tem dificuldade de treinar ou se alimentar como planejado, tem picos de estresse e irritação, sentimento de frustração.

O overtraining é quando uma pessoa com tantos excessos começa a sentir cansaço, insônia, dores musculares, queda no desempenho sexual, depressão e desinteresse por atividades que não estejam relacionadas à prática de exercícios físicos. Até porque pessoas com vigorexia acabam não respeitando os limites do próprio corpo e do organismo, não descansando o suficiente ou utilizando estimulantes em excesso para manter o ritmo intenso de treinos.

Outro fator que também pode ocorrer são as comparações com seu próprio corpo e com o de outras pessoas, frequentemente se pesando, fazendo as medidas corporais e várias fotos durante o dia para examinar o que chamam de “shape”. Frequentemente idealizam o corpo perfeito e farão de tudo para alcançar devido à obstinação e à constante insatisfação.

Vigorexia tem tratamento?

Vigorexia tem sim tratamento. O primeiro passo é que o paciente precisa reconhecer que está com um problema, para em seguida buscar o tratamento multidisciplinar, com psicólogos, psiquiatras, nutricionistas, endocrinologistas e outros que se fizerem necessários para recompor a saúde.

É preciso entender que o paciente não precisa abandonar por completo os exercícios físicos. Ele precisa ser orientado sobre a frequência correta para ser saudável e não prejudicar o trabalho do organismo. Se o paciente faz uso de anabolizantes para tentar atingir seu objetivo, o risco é ainda maior e o uso deve ser interrompido com a orientação profissional adequada. Este tipo de medicamento pode causar disfunção erétil, infertilidade, depressão e outras graves patologias.

Alguns pacientes podem precisar fazer o uso de medicamentos, sob orientação médica, para controlar alguns sintomas da Vigorexia. Tendo em vista que a vigorexia pode ser uma comorbidade de algum outro transtorno como, por exemplo, o Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), Transtorno Delirante e outros. Em muitos dos casos os pacientes só buscam ajuda profissional quando os prejuízos já se tornam severos e outros comprometimentos físicos ou sociais se tornam bastante evidentes também para as pessoas que convivem e compartilham do dia a dia.

É apresentado dentro dos transtornos obsessivo-compulsivos.

Transtorno dismórfico corporal - Os indivíduos com transtorno dismórfico corporal preocupam-se com a percepção de um ou mais defeitos ou falhas em sua aparência física que não são observáveis ou parecem leves para os outros; essa preocupação frequentemente causa ansiedade social e esquiva. Se seus medos e a esquiva social são causados apenas por suas crenças sobre sua aparência, um diagnóstico separado de transtorno de ansiedade social não se justifica.

Especificação: Com dismorfia muscular: O indivíduo está preocupado com a ideia de que sua estrutura corporal é muito pequena ou insuficientemente musculosa.

A dismorfia muscular, uma forma de transtorno dismórfico corporal que ocorre quase exclusivamente no sexo masculino, consiste na preocupação com a ideia de que o próprio corpo é muito pequeno ou insuficientemente magro ou musculoso. Os indivíduos com essa forma de transtorno, na verdade, têm uma aparência corporal normal ou são ainda mais musculosos. Eles também podem ser preocupados com outras áreas do corpo, como a pele ou o cabelo. A maioria (mas não todos) faz dieta, exercícios e/ou levanta pesos excessivamente, às vezes causando danos ao corpo. Alguns usam esteroides anabolizantes perigosos e outras substâncias para tentar deixar seu corpo maior e mais musculoso.

Fonte: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais, DSM-5.